quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Lev Semenovich Vygotsky


            Lev Semenovitch Vygotsky  foi um cientista bielorrusso. Pensador importante em sua área e época foi pioneiro no conceito de que o desenvolvimento intelectual das crianças ocorre em função das interações sociais e condições de vida. Veio a ser descoberto pelos meios acadêmicos ocidentais muitos anos após a sua morte, que ocorreu em 1934, por tuberculose, aos 37 anos.
            Nesta postagem explicitaremos sobre sua teoria e sua contribuição para a aprendizagem.

Conceitos
de
teorias

Visão pedagógica
sobre a 
aprendizagem

Contribuição
da
teoria para a
prática educacional

Lev Semenovich Vygotsky trabalha com a teoria chamada sócio-interacional, na qual afirma que as características humanas não estão presentes desde o nascimento, nem são simplesmente resultados das pressões do meio externo. Elas são resultados das relações homem e sociedade, pois quando o homem transforma o meio na busca de atender suas necessidades básicas, ele transforma-se a si mesmo. A criança nasce apenas com as funções psicológicas elementares e a partir do aprendizado da cultura, esta função transformam-se em funções psicológicas superiores, sendo estas o controle consciente do comportamento, a ação intencional e a liberdade do indivíduo em relação às características do momento e do espaço presente. O desenvolvimento do psiquismo humano é sempre mediado pelo outro que indica, delimita e atribui significados à realidade. Dessa forma membros imaturos da espécie humana vão aos poucos se apropriando dos modos de funcionamento psicológicos, comportamento e cultura
Segundo Vygotsky, o desenvolvimento cognitivo do aluno se dá por meio da interação social, ou seja, de sua interação com outros indivíduos e com o meio. A interação entre os indivíduos possibilita a geração de novas experiências e conhecimento. A aprendizagem é uma experiência social, mediada pela utilização de instrumentos e signos. Um signo, dessa forma, seria algo que significaria alguma coisa para o indivíduo, como a linguagem falada e a escrita. A aprendizagem, segundo sua teoria, é uma experiência social, a qual é mediada pela interação entre a linguagem e a ação.


O professor que segue a teoria de Vygotsky deve mediar a aprendizagem utilizando estratégias que levem o aluno a tornar-se independente e estimule o conhecimento potencial, de modo a criar uma nova ZDP a todo momento (zdp: zona de desenvolvimento proximal, que seria a distância existente entre aquilo que o sujeito já sabe, seu conhecimento real, e aquilo que o sujeito possui potencialidade para aprender, seu conhecimento potencial.).O professor pode fazer isso estimulando o trabalho com grupos e utilizando técnicas para motivar, facilitar a aprendizagem e diminuir a sensação de solidão do aluno. participação ativa e a cooperação de todos os envolvidos. Sua orientação deve possibilitar a criação de ambientes de participação, colaboração e constantes desafios. Essa teoria mostra-se adequada para atividades colaborativas e troca de idéias, como os modelos atuais de fóruns e chats.




segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Considerações sobre as entrevistas

Lendo as entrevistas da postagem anterior é possível verificar uma grande diferença entre os motivos pelos quais as professoras escolheram essa profissão. Antigamente ser professora era um sonho, algo cultivado desde criança, era uma profissão reconhecida, vista como importante e respeitável pela sociedade. Hoje em dia não é raro que as pessoas escolham essa profissão por uma necessidade pessoal, como o caso da professora com menos tempo de profissão. Também não é raro profissionais que escolheram a pedagogia em segundo plano, ocupando o lugar de sua primeira opção por motivos financeiros, por ser um curso de menor duração ou mesmo por falta de opção.
Vemos que ambas tem em vista uma falha do sistema, do governo para que essa profissão esteja tão pouco reconhecida nos dias de hoje e que ambas, ainda assim, utilizam o conteúdo mandado pelo governo para elaborar seus planos de aula.
Por fim, podemos notar que alguns anos de profissão fizeram com que a nossa primeira professora defendesse um modo menos drástico de manter a disciplina em sala de aula, tornando as aulas mais interessantes, enquanto a segunda professora ainda prima pelo autoritarismo, talvez pela falta de experiência.
Contudo, ambas continuam atuantes, lutando por um futuro melhor, com mais conhecimento e educação para estas crianças as quais educam, esta talvez seja a maior e mais compartilhada característica de todos os profissionais da educação: A força de vontade de mudar a realidade de crianças e adolescentes por meio da educação.

Entrevistando gerações de professoras

Entrevista

Nome: Maria (Os sobrenomes não serão postados para manter a identidade da entrevistada)
Tempo atuando nesta profissão: 23 anos
Local da entrevista: E.E. “Célio Rodrigues Alves” – Cosmópolis -SP

1- Por que você escolheu esta profissão

Sempre sonhei, desde criança gostava de brincar de escolinha, sendo eu a professora. Espelhava-me nos meus professores.

2- Você considera essa profissão pouco reconhecida? Por quê?

Atualmente sim, tanto em termos monetários quanto em reconhecimento pela sociedade da importância do professor não só como transmissor de informação e conhecimentos quanto ao auxilio à formação moral e cívica dos alunos.

3- O que precisa ser mudado para termos uma educação de qualidade?

O governo valorizar e investir mais na formação dos educadores, escolas mais bem equipadas de materiais pedagógicos, maior envolvimento e participação da família na escola.

4- Como você avalia a introdução da tecnologia na educação?

É algo a mais que precisa ser bem direcionado e que muito contribui para a formação.

5- Como é criado seu plano de aula?

De acordo com a proposta curricular do Estado de São Paulo, seguindo o caderno do aluno que o governo manda e adequando de acordo com as necessidades da sala.

6- Como você mantém a disciplina em sala?

Trabalhando o conteúdo de modo que desperte o interesse, fazendo uso de atividades práticas, o uso da sala de vídeo, a sala do acessa.


Nome: Evandra (Os sobrenomes não serão postados para manter a identidade da entrevistada)
Tempo atuando nesta profissão: 2 anos
Local da entrevista: E.E. “Célio Rodrigues Alves” – Cosmópolis -SP

1- Por que você escolheu esta profissão?

Por ter uma filha com dislexia, com sete anos ela ainda não era alfabetizada por não ter professores preparados. Senti a necessidade de alfabetizá-la em casa. Sei que poderia ter feito um curso que envolva a inclusão, porém meu objetivo era de mostrar para todos os professores que a dislexia não pode ser considerada como uma doença e sim uma falha tratável.

2- Você considera essa profissão pouco reconhecida? Por quê?

Considero muito pouco reconhecida, o professor se tornou apenas algo a mais, principalmente para os órgãos públicos.

3- O que precisa ser mudado para termos uma educação de qualidade?

O sistema, pois está corrompido, enquanto não for mudado teremos professores insatisfeitos.

4- Como você avalia a introdução da tecnologia na educação?

Sem tecnologia não se trabalha, é uma ferramenta fundamental para os professores e alunos, porém tem que ser bem direcionado.

5- Como é criado seu plano de aula?

Sigo o conteúdo acadêmico, porém se adequando às necessidades dos alunos.

6- Como você mantém a disciplina em sala?

Sou muito autoritária, faço com que os alunos me respeitem, e sempre digo que “Meu limite termina onde os deles começam, e os deles começam onde o meu termina”.


As mulheres e a educação.

Não é possível falar sobre os pilares da educação sem citar a participação das mulheres, pois no início desta profissão, 90% das atuantes eram do sexo feminino, por diversos motivos incluindo a enorme privação de opções que sofriam.
O fato é que as mulheres ainda são maioria no ramo da educação e costumam fazer a diferença.
Pesquisas recentes apontam que hoje o percentual de formados no ensino superior é em grande parte formado por mulheres. Para que isso fosse possível muitas mulheres tiveram que se rebelar e lutar pelo direito ao estudo.
Hoje, apesar de muitas mulheres escolherem outros caminhos, continuam tendo papel importante na educação dentro de casa, onde a maioria ainda tem o dever de ensinar e educar os filhos.
Na educação infantil, pilar para a formação de qualquer indivíduo, segundo pesquisas realizadas pelo INEP, as mulheres são quase o total de profissionais atuantes. Sendo assim, o primeiro contato das crianças com a escola, com a sociedade fora de casa e com a escola em geral, se dá por meio da participação de uma mulher.
Ainda hoje existe uma luta das mulheres por mais reconhecimento tanto financeiro quanto social, sobre sua atuação no mercado de trabalho, em todas as áreas, mas já é possível dizer que a liberdade de escolha e o direito  educação foram conquistados e que por conta disso, hoje temos profissionais dedicadas e que não estão nesta profissão por falta de opções e sim por escolha. Isso faz total diferença e operou a mudança e a evolução da educação na nossa sociedade.

Porém, fica a pergunta, porque a mulher teve que lutar tanto por um direito básico como o de aprender?

Mulheres pela música!

Ela é Bamba

Ana Carolina

"Então vamo lá!:
Ana, Rita, Joana,
Iracema, Carolina"
Ela é bamba!
Ela é bamba!
Ela é bamba!
Ela é bamba!
Ela é bamba!
Ela é bamba!...(2x)
Ela é bamba!
Essa preta do pontal
Cinco filhos pequenos pra criar
Passa o dia no trampo pau a pau
E ainda arranja um tempinho pra sambar
Quando cai na avenida
Ela é demais
Todo mundo de olho
Ela nem aí
Fantasia bonita
Ela mesmo faz
Manda todas
Não erra a mira...
Mãe, passista, atleta
Manicure, diplomata
Dona da boutique
Enfermeira, acrobata...
(Bailábailá)
Bamba!
Ela é bamba!
Ela é bamba!
Ela é bambá!
(Bailábailá)
Bamba!
(Bailábailá)...hei hei heei!
Ela é bamba
Essa índia da central
Vai no ombro
Um cestinho com neném
Oito quilos de roupa no varal
Ainda vende cocada nesse trem
Toda sexta
Ela fica mais feliz
Vai dançar numa boate do Jaú
Faz um jeito
E já pensa que é atriz
Cada dia inventa um nome
Dora, Isaura, Emília
Terezinha e Marina
Ana, Rita, Joana
Iracema e Carolina...
Ela é bamba!
Ela é bamba!
Ela é bamba!
Ela é bamba!
Ela é bamba!
Ela é bamba!...(2x)
Dora, Isaura, Emília
Terezinha e Marina
Ana, Rita, Joana
Iracema e Carolina
Laura, Lígia, Luma
Lucineide, Luciana
Quer seu nome escrito
Numa letra bem bacana...
Ela é bala
A mestiça é todo gás
Cada braço é uma viga do país
Abre o olho com ela meu rapaz
Ela é quase tudo que se diz...
Quando compra uma briga
Ela é demais
Vai no groove
E não deixa desandar
Ela é pop, ela é rap
Ela é blues e jazz
E no samba é primeira linha...
"Vamo lá!:
Laura, Ligia, Luma
Lucineide, Luciana
Quer seu nome escrito
Numa letra bem bacana...



Mulheres de Atenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas; cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas:
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas, serenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas



Geni e o Zepelim

Chico Buarque

De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Com os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geleia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: "Mudei de ideia!"
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniquidade
Resolvi tudo explodir
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir
Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni!
Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela)
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai, Geni!
Vai com ele, vai, Geni!
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni!
Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!
Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!


Folhetim

Chico Buarque

Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim
E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim
E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que és o maior e que me possuis
Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim


Mulher

Emílio Santiago

Não sei que intensa magia, teu corpo irradia
Que me deixa louco assim, mulher
Não sei, teus olhos castanhos, profundos, estranhos
Que mistério ocultarão, mulher
Não sei dizer
Mulher, só sei que sem alma
Roubaste-me a calma e aos teus pés eu fico a implorar
O teu amor tem um gosto amargo e eu fico sempre a chorar nesta dor
Por teu amor, por teu amor mulher


Pagu

Rita Lee

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Hum! Hum!
Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum! Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira, nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratatá! Ratatá! Ratatá!
Taratá! Taratá!
Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hanhan! Ah! Hanran!
Fama de porra louca, tudo bem!
Minha mãe é Maria Ninguém
Hanhan! Ah! Hanran!
Não sou atriz, modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem
Ratatá! Ratatatá
Hiii! Ratatá
Taratá! Taratá!


Mulher...